História Das Castanhas

Amendoim


Você sabia que uma única castanha por dia garante as doses de selênio que seu corpo precisa para conservar cada célula, eliminar toxinas e retardar o envelhecimento? Mas de onde vem esse pequeno fruto milagroso? Qual é sua história e origem?

A castanha vem da castanheira, a árvore que é considerada a rainha das florestas. Ela é uma das mais altas de toda a natureza (medindo até 50m de altura) e consegue viver até mil anos. Historiadores sugerem que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental há mais de 100 mil anos, sabendo-se que ela constituiu uma importante fonte de calorias ao homem pré-histórico.

Durante vários séculos diversas civilizações fizeram uso das castanhas. Gregos e romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre, que conservavam o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Monges e freiras da idade média utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Nesta época a castanha já era moída, e se tornou até um dos principais farináceos da Europa.

A castanha que comemos é uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, possui muito menos gordura e muito mais amido, permitindo outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm cerca do dobro da percentagem de amido das batatas, e também são ricas em vitaminas C e B6, além de ser uma ótima fonte de potássio. Hoje são consideradas quase como uma “guloseima” de época, mas no passado as castanhas constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão quando os invernos rigorosos chegavam.

Parente das castanhas, existem também as amêndoas. Elas nascem das amendoeiras, árvores bem menos imponentes que as castanheiras, mas muito bonitas. Seu fruto é carnoso, na forma de ovo, de casca verde quando imaturo e amarela a vermelha quando maduro. Sua polpa é fibrosa e de uma única semente, revestida por um tecido lenhoso e fissurado, de cor marrom. A amêndoa que comemos é, na verdade, a semente deste fruto. Ela é dura, cônica, levemente achatada e alongada, de cerca de 2,5 cm de comprimento, por 0,7 cm de largura, de coloração amarela a ocre, levemente rugosa. Além de ser comestível, dela também se retira um óleo muito usado na culinária e na cosmética.

Esta família se completa com Castanha do Pará, Castanha de Caju, Nozes, Amendoins, Avelãs e Pistache, uma família de oleaginosas que fazem muito bem ao coração.